18/11/2010 - 20h32 - Atualizado em 18/11/2010 - 20h32
Chove forte na Grande Vitória; temporal já causa transtornos
Guindantes de toneladas foram derrubados no Porto de Praia Mole. Árvores caíram, houve pique de energia e ruas estão alagadas
gazeta online
foto: Ester Iglesias
Chuva derruba placa de propaganda em residência da Praia da Costa, Vila Velha
A chuva forte que caiu na Grande Vitória na noite desta quinta-feira (18) causou destruição. Bairros como Darly Santos, Boa Vista, Itapoã e Jardim Marilândia estão com várias ruas alagadas. Há registro de árvores caídas na Avenida Hugo Musso, na Praia da Costa. A chuva veio acompanhada de ventos forte e piques de energia. Alguns bairros de Vila Velha ficaram sem energia elétrica.
Segundo o secretário de transportes de Vila Velha, Bruno Lorenzutti, oito viaturas e mais de 30 agentes da Guarda Municipal de Trânsito estão trabalhando para orientar os motoristas.
Sobre a queda de árvores, Lorenzutti confirmou três ocorrências nas ruas João Pessoa de Matos e Maranhão, no Centro da cidade. Quanto à queda de energia, registrada em várias localidades, Lorenzutti salientou que a EDP-Escelsa já foi contactada para solucionar o problema. Quem tiver problemas com queda de árvores ou outra limitação imposta pela chuva, pode ligar para a ouvidoria do município, no telefone 0800-283-9059.
A Terceira Ponte teve que ser temporariamente fechada para o tráfego de veículos no início do temporal devido aos fortes ventos que alcançaram 115 km/h, segundo a medição realizada pela Rodosol. O tráfego de veículos já segue normalizado.
Confira a galeria de fotos no final da matéria
Vitória
Na Capital, a chuva fez com que o centro do município ficasse totalmente instransitável. De acordo com o secretário municipal de Transportes e Infraestrutura Urbana, Fábio Damasceno, a sinalização das obras do Projeto Águas Limpas da Cesan foram derrubadas pela ventania. Na Avenida Princesa Izabel, um poste caiu, de acordo com os agentes de trânsito que estão no local. Cerca de 50 semáforos estão apagados nos trechos que ficam nas avenidas Reta da Penha, Beira Mar e Vitória. "Os equipamentos de sinalização que permaneceram ligados podem ter sofrido problemas na programação semafórica", completou o secretário. Na Curva do Saldanha, uma árvore caiu e interditou as duas pistas da avenida Vitória. No Shopping Vitória, duas luminárias estouraram e a água da chuva caiu dentro do centro comercial, segundo relatos de internautas que entraram em contato com a redação do Gazeta Online. A prefeitura informou ainda que o telefone do (Fala Vitória-156) está disponível para solicitações referentes a chuva.
foto: Virna Brandão
Outdoor cai sobre carro na Rua Luciano das Neves, em Vila Velha
Na Feira do Verde, na Praça do Papa, a ventania balançou e destruiu parte da estrutura, principalmente na praça de alimentação do evento.
Um raio teria atingido a região onde fica localizado o Hospital Infantil de Vitória e os geradores pararam de funcionar durante a chuva. Os equipamentos hospitalares funcionaram por meio de bateria. O Hospital informou que a energia já foi restabelecida por volta das 22h16.
Queda de guindastes
A tempestade que atingiu o Estado nesta no fim da tarde trouxe ventos com velocidade acima de 100 quilômetros por hora e muito prejuízo para a Vale. Dois descarregadores de navio, tipo guindastes, caíram no Píer de Carvão da companhia à noite, sendo um no mar e outro em terra.
Os equipamentos retiram carvão do navio para uma esteira que fica em terra. Nessa hora não havia navio atracado no porto. Só para se ter ideia, uma situação normal de velocidade do vento é de 20 a 35 quilômetros. Como precaução, a Vale paralisa as operações se o vento atingir 60 quilômetros por hora.
Fontes da empresa explicam que quando começou a ventania, os funcionários desceram dos guindastes e tentaram amarrar os equipamentos. Mas o vento ficou ainda mais forte e eles correram para dentro das salas.
De lá puderam ver um guindaste despencando para o mar e outro para a terra. Em outra área da Vale, no Píer de Grãos, também mais prejuízos. Um outro equipamento que descarrega grãos também ficou avariado.
A estimativa é que cada guindaste custe aproximadamente R$ 7 milhões.
A assessoria de imprensa da Vale informou que devido aos fortes ventos registrados na Grande Vitoria na noite de ontem dois descarregadores de navio cederam no Porto de Praia Mole. A empresa informa que não houve vitimas.
Viana
Segundo a Defesa Civil de Viana, houve destelhamento de casas Nova Betânia, Areinha e Vale do Sol. A Defesa Civil Estadual recebeu um chamado sobre um desabamento de uma casa no município.
foto: TV GAZETA
Como ficaram as Ruas Resplendor, Jair de Andrade e Francelina Setúbal
Previsão do tempo confirmava temporal
As previsões de pancadas de chuva de intensidade moderada e forte para algumas regiões da Grande Vitória se confirmaram na tarde e noite desta quinta-feira. Durante a tarde, choveu forte no Centro da Capital, comprometentendo ainda mais o trânsito na região.
Aeroporto
A Infraero informa que, em função das condições meteorológicas, a partir das 20h24 desta quinta-feira, as operações de pouso e decolagem do aeroporto de passaram a ser realizadas com o uso de instrumentos. Não existe restrições às operações de pouso e decolagem, mas foram contabilizados voos com atraso ou alternados no período.
Incaper
Segundo informações do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o tempo fica instável em todo o Espírito Santo nesta quinta-feira (18) por causa da formação de uma zona de convergência de umidade (ZCOU) entre a região amazônica e o sudeste do Brasil.
O coordenador de meteorologia e recursos hídricos do Instituto, José Geraldo Ferreira da Silva, informou que ainda não há um quantitativo sobre as chuvas desta quinta-feira, mas segundo ele as regiões atingidas foram a Grande Vitória e parte da região sul do Espírito Santo. "Se não ultrapassou o volume de chuvas previsto para o mês de novembro, já está muito próximo", completou.
foto: gazeta online
@Lelesanta - @gazetaonline Bairro de lourdes neste momento - alagado
@bibiajahel - @gazetaonline parou de chover aqui na Cesar hilal mas alagamento continua
@MariGDantas - @gazetaonline Tá caindo o mundo no ES! Que as pessoas menos favorecidas estejam todas bem, sã e salvas, por que tá tenso.
@rogerspessoa - @gazetaonline Parece q é verdade sobre as máquinas da Vale. Um amigo meu q está lá agora me confirmou
@tonettosan - @gazetaonline Não recomendo passar por Araçás, nem ônibus passa o.O"
@from_bia - @gazetaonline Praia do Canto sem energia
@sergiovaillant - @gazetaonline árvore no final da praia da costa
@tonettosan - @gazetaonline Dei uma volta nos bairros de Santa Inês / Santa Mônica / Pq. das Gaivotas estão alagadas.
@rodrygomendes - @gazetaonline parte do teto da minha igreja caiu #chuvanoes
@JeffPLopes - @gazetaonline ilha do boi completamente as escuras depois da chuva #ChuvaNoEs
@dekapito - @gazetaonline vila velha ta com agua amanha vcs podia ir conversar com o prefeito e perguntar a ele O que ele ta fazendo por vila velha ..
" O arquiteto Marcelo vaz e a organizadora de eventos Ana Carolina Vaznão se conformavam com o incômodo provocado pela sua cachorrinha da raça Lhasa Apso, mas não encontravam uma solução nas pet shops. O casal decidiu fabricar fraldas para pets e criou a Dog’s Care, que hoje produz também tapetes higiênicos e outros acessórios, todos com material biodegradável. Os novos empreendedores deverão faturar R$ 3 milhões em 2010
Revista PEGN
DOG’S CARE
>>> Quem são: Marcelo Vaz, 35 anos, Ana Carolina Vaz, 30 anos
>>> O que fazem: Sócios da fábrica de tapetes higiênicos e fraldas para cães, em São Paulo
“Era impossível manter o apartamento limpo quando a cachorrinha entrava no cio. Nenhuma pet shop tinha uma solução para o problema. Foi daí que decidimos produzir fraldas para animais.Vendemos nossos dois carros e com mais R$ 30 mil economizados compramos uma máquina de fabricação de fraldas e outra de costura.Em seis meses produzimos 700 pacotes de seis unidades, vendidos por consignação em lojas especializadas de São Paulo. Em seguida diversificamos a produção e hoje fazemos também tapetes higiênicos e acessórios. Em 2008 demos uma guinada: trocamos de fornecedores e focamos em produtos biodegradáveis. A estratégia deu certo. O faturamento, de R$ 796 mil, atingiu R$ 1,4 milhão em 2009. Acabamos de fechar acordo com o Walmart e devemos terminar 2010 com vendas de R$ 3 milhões.”